0
0
0
s2sdefault

II“Lamento a pobreza da minha família, peço para o governo olhar mais pelos pobres, as coisas mudaram e o valor já não da para fazer muitas coisas peço para que o valor seja incrementado”.


Assim começava o grito de Maparata Escrivão, que não contabiliza a sua idade, esqueceu-se. Vive com três netos, todos órfãos de pais. Um frequenta o ensino primário e dois no nível secundário.


Maparata recebe do programa subsídio social básico 310 meticais. É beneficiária há 8 anos. Na altura o valor era de 120 meticais. Conheceu o programa com amigos do bairro que já se beneficiavam do programa e foi a procura do líder do bairro para poder se inscrever.


Antes de ser beneficiária vivia na base da agricultura familiar (até hoje ela conta com a machamba). Usa o valor do PSSB para liquidar dívidas que tem feitos nas barracas existentes no bairro. Para aumentar a renda da família e conseguir suprir as despesas da casa e educação dos netos, tem feito pequenos biscatos na machambas de outras pessoas.


Ela nota alguma mudança no fardo das despesas, pese embora o valor alocado aos programas da acção social seja pouco, pelo menos conta com uma renda fixa que a possibilita fazer pequenas dívidas nos vizinhos e poder paga-las com o valor do PSSB.


A casa onde mora foi dada como oferta da igreja católica, não conta com apoio de ninguém para suprir as suas necessidades básicas de sobrevivência, dos 4 filhos que teve apenas uma filha é que vive e esta não tem condições para ajudar a mãe.

0
0
0
s2sdefault