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Realizou-se no dia 5 de maio de 2016, no bairro Maxaquene D, um encontro com os beneficiários do programa subsidio social básico (PSSB), com o objetivo de saber o impacto que este programa tem na vida dos beneficiários.


O encontro contou com a presença de 15 beneficiários, a permanente do bairro e a Plataforma da Sociedade Civil Moçambicana para a Protecção Social. Durante a conversa ficamos a saber que a maioria dos beneficiários ali presente, antes de estarem inclusos no PSSB, ganhavam a vida pedindo esmola nas esquinas da cidade de Maputo, e a partir da campanha de sensibilização levada a cabo pelo INAS sobre a necessidade destes grupos se retirarem das estradas e se inscreverem na sede do bairro como pessoas vulneráveis é que passaram a fazer parte deste programa.


Os beneficiários deixaram ficar a ideia de que o subsídio tem ajudado bastante as suas vidas e dos seus dependentes, mas actualmente o custo de vida aumentou e o valor não tem acompanhado o mesmo ritmo, logo há uma incompatibilidade desse valor e o custo de vida actual. Vejamos por exemplo, o saco de arroz de 25kg hoje em dia custa 1000.00mt e só recebemos 310mt (para o caso de família que se encontra no 1o escalão), com este dinheiro só da para comprar pelo menos 1 kg de açúcar, um pouco de carvão, óleo avulso e um pouco de farinha. Portanto, existem algumas famílias que recebem o valor e abrem um pequeno negócio que serve como outras fontes de sobrevivência, mas há casos de famílias que somente dependem deste valor (que não fica mais de duas semanas), e para sobreviver o resto dos dias ficam a mercê da sua própria sorte.


Afirmaram igualmente que há mais-valia agora que são benificiários do PSSB em relação ao tempo em que ganhavam a vida pedindo esmola, uma vez que na altura em que circulavam na cidade a procura de condições para sobrevivência, corriam riscos de atropelamento e assaltos e por vezes não conseguiam nenhuma caridade nas estradas.


Não obstante a esta situação, os beneficiários mostraram sua indignação quando o valor do subsídio demora chegar as suas mãos, pois enfrentam situações muito difíceis, como a falta de meios para aquisição de alimentos, medicamentos e material escolar para os seus dependentes.


E como mensagem, os beneficiários exortam à INAS que unificassem o PSSB e o subsídio de alimentação (PSA). Uma vez unificados os programas, já não teriam que se preocupar em comprar alguns produtos da primeira necessidade (como é o caso do arroz, açúcar e sabão), que já vêm no PSA, o valor do PSSB usariam para comprar o carril e suprir algumas necessidades básicas como é o caso de material escolar e medicamentos.

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