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rosalia albertoRosália Alberto Massunde é deficiente visual (adquiriu a dois anos atras), natural do distrito de Jangamo, província de Inhambane, nascida em 1932, vive sozinha, nunca teve filhos e muito menos foi casada.

Recebe do programa subsídio social básico 310 mt correspondente ao primeiro escalão de beneficiário, desconhece o ano que ingressou no programa, apenas recorda que o primeiro valor de subsídio que recebeu era de 30mt.

Conheceu o programa com o secretário do bairro que convocou uma reunião com toda a comunidade e fez levantamento das pessoas que se encontrava em situação difícil.

No primeiro encontro muitos moradores do bairro ausentaram-se e no segundo houve uma afluência em massa e dos que estavam presente e reuniam os critérios de elegibilidade foram integrados no programa, uma delas foi a dona Rosália.
Antes de ser beneficiária, o tio com quem a idosa vivia é que suportava as suas despesas e com a morte do tio, Rosália fazia pequenos biscates (culimar nas machambas) nas casas de pessoas e em troca recebia alguma coisa para garantir o seu sustento.


O valor do subsídio social básico é usado por esta idosa para aquisição de produtos de primeira necessidade tais como óleo, farinha e um pouco de arroz. Outra parte do valor é usado na compra de petróleo para iluminação da sua casa no período nocturno e com a poupança que vinha fazendo durante muito tempo, conseguiu comprar dois sacos de cimentos e pretende cimentar o chão da sua residência de modo a prevenir-se da invasão das pulgas que tem assolado a zona na época de verão, para isso ela já combinou com um pedreiro para poder fazer este serviço.


A nossa interlocutora, fazendo uma comparação do tempo em que não era beneficiária e agora que é, diz que o PSSB mudou alguma coisa em sua vida.
“ O valor está ajudar-me muito porque já consigo comprar alguns produtos para alimentar-me e tenciono remodelar a minha casa, tenho feito algumas poupanças para comprar o material de construção”


Na zona a beneficiaria não conta com apoios de muita gente, apenas da senhora Maria que por sinal é a monitora comunitária da organização APOSEMO-INHAMBANE que tem lhe dado suporte nos momentos difíceis, a título de exemplo, quando o ciclone DINEO arrastou quase por completo a residência da beneficiaria, foi a senhora maria quem procurou pessoas para improvisar uma pequena palhota para esta idosa.


A gratidão e pedido eram as palavras que lhe saiam no momento. “Agradeço aos meus colegas beneficiários do PSSB que tem me acompanhado ao posto de pagamento e agradecer igualmente ao governo por conceder este subsídio aos pobres e peço para o governo me ajudar na construção duma latrina e casa melhorada porque o ciclone Dineo fez muitos estragos”.

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