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proteccao social reduz sofrimento das familias pobresApesar do número reduzido dos beneficiários e do apelo para o aumento dos valores as famílias beneficiarias abrangidas pelo Programa de Protecção Social Básica, no distrito de Majune, Província de Niassa já respiram de alivio, pois, vezes sem conta antes de fazerem parte deste programa dependiam da boa vontade dos visinhos e da graça divina o que tornava incerto o seu dia-a-dia.



Acuciwona Djabar, uma idosa que não sabe aos certo quantos anos tem, durante muito tempo tinha na agricultura a sua fonte de rendimento, entretanto, com a doença que a deixou sem capacidade para andar e muito menos para continuar a desenvolver a actividade agrícola viu-se anos e anos mergulhada no sofrimento.
Acuciwona Djabar disse ao MAGAZINE que vezes sem conta dormiu sem sequer ter passado uma refeição, pois, a sua condição física não lhe permitia se quer sair a vizinhança para pedir apoio.


Mãe de filha única e quatro netos menores de idade, com única fonte de rendimento a actividade agrícola conta igualmente que conseguiu entrar para o programa de protecção social graças ao trabalho desenvolvido pelo grupo de monitoria.


Volvido um ano, depois da sua integração no Programa de Subsídio Social Básico, hoje, embora reconheça que o dinheiro não é suficiente agradece o esforço do governo no apoio aos desfavorecidos e garantiu ao MAGAZINE que com o pouco que ganha consegue garantir a escolarização dos seus netos, e não lhe falta sabão, sal e outros produtos que não é possível tirar da machamba mesmo em anos de boa colheita.


Ainda no distrito de Majune, posto administrativo de Malanga, no bairro Malila o MAGAZINE conversou com outro beneficiário, que responde pelo nome de Guilherme Mbela, seu estado de saúde doentio, homem de poucas palavras que apenas limitou-se a dizer não sei o que seria de mim e da minha família se não estivéssemos integrados neste programa, hoje, graças ao que ganho de dois em dois meses consigo garantir o mínimo para a minha família que integra seis membros.


No local, uma das inquietações apresentadas pelo grupo de monitoria está relacionada com um número significativo de crianças órfãs e em situação de vulnerabilidade que ainda não são abrangidas pelo programa.
Segundo a fonte que optou por não ser identificado, só no bairro Malila cerca de 100 crianças estão fora do programa e não se sabe ao certo o que está a determinar que estas sejam excluídas.


Porém, fontes ligadas ao INAS ao nível da província do Niassa relacionaram tal situação à falta de documentação destas crianças, e garantiram que o INAS tem igualmente apoiado as famílias desfavorecidas na aquisição de documentação necessária para a posterior garantir que sejam integrados nos programas. (In Magazine Independente)

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