0
0
0
s2sdefault

medDados indicam que desde Janeiro pelo menos trinta pacientes que se encontravam internados no hospital provincial de Lichinga (HPL) perderam a vida como consequência desta atitude de risco. Narciso Rondinho, director clinico do HPL, precisou que entre os pacientes que perderam a vida devido ao abandono prematuro do TARV, há a destacar um número notável de jovens e adultos.

A maior parte dos doentes que abandonou o TARV é constituída por pessoas escolarizadas residentes nos principais centros urbanos, situação que inquieta as autoridades sanitárias provinciais.


O facto concorre para o agravamento do seu estado de saúde e culmina com o seu internamento na maior unidade sanitária de Niassa.
“Esses doentes sabem porque explicamos que o tratamento da pandemia do HIV/SIDA é longo e que deve obedecer a regularidade na toma dos medicamentos. Contudo, negligenciam as recomendações médicas”, lamentou a fonte.


No rol das constatações feitas pelos técnicos de saúde, consta que os doentes receiam deslocar-se as unidades sanitárias para levantamento dos anti-retrovirais, preferindo a sua compra nas farmácias privadas, o que acarreta custos elevados, que deviam suportar a aquisição de produtos para variar a dieta alimentar, fundamental para a melhoria de seu estado de saúde.


A falta de auto-estima e questões culturais concorrem para que os doentes se isolem do resto da família, privando-se do apoio psicológico que ´parte do tratamento.
Para combater o abando de TARV, técnicos do sector da saúde do Niassa, em parceria com líderes comunitários e religiosos e agentes polivalentes estão a desenvolver acções de sensibilização e busca activa de pacientes nas suas áreas de residência.


Referir que o numero de pessoas que vive com HIV/SIDA, no Niassa, esta a crescer nos últimos três anos, de acordo com os resultados das pesquisas desenvolvidas pelo sector da saúde.


In Notícias

0
0
0
s2sdefault