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nutricaoO Programa Mundial de Alimentos (PMA) elogiou, ontem, os avanços que Moçambique vem registando na redução dos índices de fome e acredita que o país está bem encaminhado para erradicar a fome até 2030. Este posicionamento foi manifestado pela representante do PMA em Moçambique, durante uma conferência de imprensa conjunta com representantes do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e alimentação (FAO) e Organização Internacional de Migração (OIT), que marcou a passagem do Dia Mundial de Alimentação.


“Pode considerar-se que o país caminha rumo à fome zero”, declarou a representante do PMA em Moçambique, Karin Manente, sustentando que Moçambique conseguiu reduzir para metade o número da população em situação de fome, cumprindo uma das metas inscritas nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), estando assim bem encaminhado para as novas metas estabelecidas pela ONU.


“No âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, a meta de Moçambique era diminuir a percentagem da população em situação de fome para metade. Estava em 56%, em 2003, e agora está em 24%”, disse aquela representante.


Apesar destes sinais, as agências das Nações Unidas dizem que prevalecem muitos desafios para materializar as perspectivas traçadas. Neste momento, o risco está para mais de trezentas mil pessoas que estarão directamente afectadas pela fome, até Março do próximo ano.


“O que nós sabemos é que, em Moçambique, mulheres e crianças são as mais envolvidas na agricultura de subsistência e a previsão aponta que, a partir do presente mês de Outubro até Março de 2018, cerca de 300 060 (trezentas mil e sessenta) pessoas serão afectadas pela fome”, alertou a representante do PMA, chamando atenção para a necessidade de políticas governamentais centradas no apoio a este grupo de pessoas.


Desafios prevalecem
Outros desafios associados e que podem contribuir para pôr em causa o alcance da meta “fome zero” até 2030 tem a ver com a prevalência da insegurança alimentar crónica, que afecta uma em cada quatro pessoas, aliada à desnutrição crónica, que afecta mais de 40% de crianças com menos de cinco anos. “Nos nossos dados estatísticos, temos 1/3 do total da população em insegurança alimentar, ou seja, cerca de 24 por cento da população moçambicana nesta situação”, disse Castro Camarada, representante da FAO em Moçambique.

As agências da ONU apontam como factores que agravam a situação de insegurança alimentar e nutricional a pobreza generalizada, o HIV/Sida, a limitação de oportunidades de emprego no campo e os recorrentes choques provocados pelas mudanças climáticas. Para fazer face à insegurança alimentar, o PMA diz ser necessário reforçar os investimentos nas zonas rurais, que é onde as taxas de desnutrição são mais elevadas, onde as dietas não são diversificadas e são pobres em nutrientes essenciais.


In O País

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