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NOMADISMO IMPEDE ACESSO AOS SERVIÇOS SOCIAIS EM MARRUPAO Governo do Niassa considera que o nomadismo de Murrupa continua a condicionar o acesso aos serviços socias e a estimular a desistência escolar nas crianças. Nalgumas zonas do distrito, as comunidades abandonam as zonas com escolas, unidades sanitárias, furos de água potável, entre outros serviços básicos, uma prática que está a preocupar as estruturas governamentais locais e provinciais.


A procura de novas terras férteis para a agricultura e as diferenças de pessoas do mesmo clã são apontadas como sendo as principais causas para o registo constante de movimentação de pessoas, com prejuízo para crianças em idade escolar e não só.
Rogério Salvador, líder comunitário acredita que casos de malária e diarreia aguda têm estado na razão do fenómeno, uma vez que as novas zonas habitacionais são desprovidas de saneamento de meio e na estão contempladas pelos programas de distribuição de redes mosquiteira e fumigação intra-domiciliária.


O director dos serviços distritais da Educação, Juventude e Tecnologia de Marrupa, Luís Ausse, apontou o absentismo laboral, os casamentos prematuros, gravidezes precoces da rapariga como outras consequências deste fenómeno. Segundo dados facultados ao jornal noticias, mais de 579 casos de desistência escolar foram registados.


Mesmo assim, ainda de acordo com Luís Ausse, o número representa uma redução, comparando com igual período do ano passado, em que foram registados 1239 casos de desistência escolar. Segundo o governante, as acções de sensibilização foram determinantes para a diminuição destes índices.


Por seu turno, o governador do Niassa, que visitou o distrito no âmbito da monitoria do plano económico e social da província, disse em comício popular no Povoado de Pringilane, que o nomadismo praticado pelas comunidades está a aumentar os índices de analfabetismo da população da zona, factor que não permite combater doenças evitáveis como a malária diarreias, entre outras.


Segundo Chilundo, o fenómeno concorre igualmente para a redução de partos institucionais, aumentando deste modo casos de mortes de mulheres e seus bebes durante o parto, situações que poderiam ser evitadas se fossem assistidas pelo pessoal especializado nos hospitais.
Chilundo acusou alguns pais e encarregados de educação de perpetuar o analfabetismo, sustentado que, quando se aproxima a época agrícola, coloca as crianças afrente do trabalho agrícola, em detrimento da escola.


“O governo tem empreendido esforços no sentido de oferecer melhores condições de vida a população, erguendo infraestruturas sociais para a prestação de serviços essenciais e básicos” sublinhou Chilundo.


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