Graça José
“Como não ser grata ao Programa Acção Social Produtiva (PASP)”? Foram as primeiras palavras da dona Graça José logo depois da nossa equipe se apresentar e ter manifestado o interesse de conhecer as percepções do PASP segundo esta beneficiária.
Graça vive no bairro do Chiango na cidade de Maputo com seu marido e sete filhos. É beneficiária do PASP desde 2012 e muitas foram as coisas que adquiriu no programa e a maior delas segundo a sua voz foi uma formação em corte e costura no Instituto Nacional de Emprego Formação Profissional (INEFP). Esta formação projectou novas perspectivas para o futuro da dona Graça.
“O INAS me escolheu para fazer esta formação e depois de terminada ofereceram uma máquina de costura de modo a começar meu próprio negócio. É verdade que a máquina agora não está em boas condições mas mesmo assim me ajuda bastante no negócio. Quando recebo o subsídio impulsiono o meu negócio comprando material para coser roupas e vender”.
Dona Graça não esconde sua satisfação como é evidente mas também de forma destemida conta que o maior problema do programa tem que ver com o valor que lhes são transferidos, ela pede que aumentem o valor de modo que acompanhe o ritmo da inflação que o país vive e também, a regularidade com que são transferidos é outro calcanhar de Aquiles.
“Ao longo dos seis anos que me beneficio deste programa aprendi que o trabalho dignifica o homem, independentemente do trabalho. Por exemplo nós limpamos valas de drenagem e muitos acham que este trabalho é deplorável, mas não existe trabalho bom ou trabalho mau, tudo é trabalho”, disse Graça.
O programa tem mudado dinâmicas de vida das populações vulneráveis deste ponto, permitindo que aquela população vulnerável e com capacidade de trabalho realize algumas actividades principalmente de limpeza de locais públicos isso no caso das zonas urbanas.
“Meu maior sonho é construir uma casa melhor para meus filhos e isso será possível com o incremento do valor do subsídio porque este trabalho é como qualquer outro trabalho e merecemos receber melhor do que recebemos hoje” assim terminava a conversa educadora com a senhora Graça que como ela mesmo diz, foi agraciado com o dom do trabalho.

Comentários recentes